Saturday, January 28, 2006


O dia parecia normal ao despertar. Mais um sábado. Normal. Enfim, o calendário permite um descanso.
Quando me levantei, tontura. Dali mais alguns minutos, atos sem convicção. Tudo bem, sonolência talvez.

Começa a me incomodar essa sensação. Insegurança? Logo me passou pela cabeça a palavra MEDO.

Hoje foi um dia que comecei com covardia, sei lá o porque.
O ar era intragável, fazia meus pulmões parecerem rígidos. Respiração breve.

Um café preto sem açúcar é sempre o meu start.

Continua a impressão de temor. Mas tenho que seguir firme, o dia será de festa, um almoço para uma grande amiga que não vejo há quase dez anos.

Então, começo as minhas tarefas do dia. Movimentos desregulados, fala embaralhada. Moleza.

Alegria! Enfim o evento, tão esperado, está indo muito bem.
“Quanto tempo!” “Você continua igual.” “O que tem feito?” “Lembro-me muito bem de...”

A nostalgia misturada à vontade de saber o atual fizeram-me bem por àquelas horas.
Muito amor, amizade, crianças correndo pela casa, rindo e chorando. Amigas de colégio, que viraram mães mulheres. O movimento era intenso, porém harmonioso.

Todos vão embora.
Medo.
O ar era intragável.
Impressão de temor.
Sono.
Cama.

Calma, por fim.

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